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25/10/2017

Composto de maconha no tratamento de convulsões


Pesquisadores da Universidade do Alabama (EUA), que vêm observando a eficácia do canabidiol em pacientes com convulsões ligadas a epilepsia resistentes e outros tratamentos, publicaram na revista científica do LeagueAgainstEpilepsy, intitulada “Epilepsia”, um estudo que mostra que o derivado da maconha apresenta alterações nos níveis de outras drogas antiepiléticas no sangue de seus pacientes.

Do grupo de 42 crianças e 39 adultos observados, notou-se mudanças significativas em todos em relação a drogas como rufinamida, topiramato e clobazam, e principalmente nos adultos a sensação de sedação em relação ao clobazam ficou mais evidente.

Os estudos apontaram níveis elevados de ALT e AST, indicando uma função anormal do fígado, em um pequeno número dos pacientes, mais precisamente 1 adulto e 4 crianças. E ainda, a função hepática foi alterada temporariamente em pacientes que faziam uso de CBD e valproato.

Com isso, os pesquisadores alertam para a importância do acompanhamento médico dos pacientes em uso do canabidiol, observando sua interação com as demais drogas administradas pelo usuário e principalmente monitorando suas funções hepáticas.

O uso do canabidiol foi regularizado no Brasil em 2015 para epilepsias resistentes a outras formas tratamento. A importação é concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mediante laudo médico e testes estão sendo conduzidos na USP em Ribeirão Preto.

Fonte.