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10/01/2018

Diabetes e Alzheimer, alguma relação?


A diabetes atualmente atinge cerca de 9% da população, segundo informação do Ministério da Saúde e a população de obesos e de sedentários no Brasil só aumenta a cada ano.

Mas uma notícia boa relacionada a doença circula pelas redes, a tese de doutorado do neurocientista Mychael Lourenço, que foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Química Biológica da UFRJ e ganhou o prêmio Capes de Tese 2017, na área de Ciências Biológicas, muito consagrado no meio acadêmico.

Mychel, vem estudando a relação entre diabetes e a doença de Alzheimer há alguns anos, segundo o neurocientista “...pacientes com diabetes tem mais propensão a desenvolver Alzheimer após os 65 anos, mas, no entanto, pacientes com Alzheimer apresentam alterações que incluem a resistência à insulina, que caracteriza então o diabetes. Nos dez anos de pesquisa, foi demonstrado que hormônios como a insulina protegem as sinapses entre os neurônios, fazendo com que eles continuem a trabalhar de maneira satisfatória”. Mas infelizmente, a maioria dos pacientes abandona ou acaba relaxando o tratamento, o que aumenta o risco do desenvolvimento da doença.

Nos estudos e testes feitos percebe-se ainda mais a conexão entre organismo e cérebro, já que outras substâncias como exenatida e a liraglutida, que também são usadas no controle do diabetes, apresentaram efeito benéfico para a perda de memória. Mais estudos e testes também vêm acontecendo na Europa e Estados Unidos, e em breve deverão estar disponíveis.

O trabalho de Mychel abriu investigação sobre estratégias farmacológicas para a doença de Alzheimer, como a administração da insulina, exenatida e a liraglutida, e ainda as não farmacológicas, já que seus estudos também apontam a prática de exercícios físicos, que produzem um hormônio chamado irisina, como benéficos na proteção ao cérebro da perda de memória.

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