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01/08/2018

O vírus Zika pode causar abortos


Após os surtos de casos do vírus Zika, a ciência segue estudando sobre o seu comportamento no corpo humano para encontrar métodos de prevenção e controle.


A mais recente pesquisa trata da relação entre o vírus Zika e o aborto na gravidez. Em um estudo colaborativo da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, publicado na revista Nature Medicine no início de Julho, cientistas constataram que, pela primeira  vez, foi possível demonstrar com eficácia a relação entre o vírus e os casos de aborto.


O estudo, feito em macacos, constatou que 26% dos animais infectados com Zika durante os primeiros estágios de gravidez sofreram aborto espontâneo ou natimorto. A ação ocorreu inclusive em macacos que apresentavam poucos sinais de infecção.


A ação do vírus Zika já era relacionada ao nascimento de crianças com um anomalia cerebral chamada microcefalia, entre outras malformações. Agora, com os avanços nas pesquisas, Daniel Streblow, um dos 5 principais autores do estudo, ressalta também a importância de entender a relação entre o vírus e os danos causados à placenta, para que possamos encontrar métodos de prevenir a perda de gravidez nestes casos.


A diferença entre aborto espontâneo e natimortalidade se dá pelo tempo da gestação: a perda da gravidez em até 20 semanas de desenvolvimento do feto é considerada aborto; após este ponto, natimortalidade.


No Brasil, entre o fim de 2015 até os dias atuais, foram contabilizadas 351 mortes provocadas pela infecção do vírus, segundo o Ministério da Saúde.


É sempre importante lembrar: os sintomas do vírus em humanos são febre, erupção cutânea, dor de cabeça, olhos vermelhos, e dores articulares e musculares.

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