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Por que os homens ainda demoram a pensar sobre a velhice?


Estudos indicam que há uma certa tendência de homens só passarem a pensar na velhice após os 45 anos de idade e, ainda assim, como algo bem distante – o que é algo prejudicial a sua própria saúde, pois deixam de se preparar para alcançar a maturidade com qualidade de vida.

A ciência já comprovou que, em termos de expectativas de vida, os homens vivem menos que as mulheres.

Um dos principais fatores para isto ainda ocorrer é a influência da predominância de uma cultura machista em nossa sociedade, responsável por criar mitos e discursos como o de que homens são mais fortes que mulheres, mais ativos e provedores.

Histórias como essa, e muitas outras, formaram ao longo do tempo uma complexa relação que impede ao homem a mudança de hábitos e adesão de cuidados preventivos. Além disso, há medo de doenças, da morte, receio da solidão, de se tornar impotente. Também existe uma forte tendência a se preocupar apenas com a próstata ou com o comprometimento da virilidade. São temas tabus.

Tudo isso afasta o homem do consultório, ao contrário da mulher, que se acostuma com este hábito principalmente pelo acompanhamento ginecológico.

Em um estudo, 49% dos homens não realizaram o exame de próstata, sendo que, destes, 24% revelaram não achar o procedimento “másculo”.

É preciso mudar este cenário:

1) Incentivar o homem a procurar o médico e estabelecer uma conversa franca com ele;

2) Criar movimentos que atuem educando a população sobre o envelhecimento;

3) Vencer estigmas sociais da “masculinidade” e quebrar o paradigma de que o tempo só traz doenças. Envelhecer é um grande ganho para qualquer sociedade.


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