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O benefício do pensamento positivo na sua vida


Muitos são os defensores da psicologia positiva, mas seus estudos e teorias surgiram mesmo na década 90. Segundo o psicólogo americano Martin Seligman, que foi quem deu início a esse novo método de abordagem, o problema da psicologia era ter adotado o “modelo da doença”, deixando de lado a busca da felicidade.

Martin, com seus 75 anos, continua à frente do Centro de Psicologia Positiva da University of Pennsylvania, e vem trazendo exemplos de pessoas que mesmo com uma trajetória cheia de altos e baixos, que não são mais bonitas, não têm mais dinheiro, não estão em melhor forma, encaram a vida com sentimento de otimismo e bem-estar. 

Qual seria a “fórmula”? Para o psicólogo, essas pessoas se diferenciam pela riqueza da sua rede de conexões sociais, com uma vida de amizades duradouras e uma relação familiar forte. 

Martin afirma ainda que o segredo não é buscar prazer o tempo todo, porque a sensação é gratificante, mas não dura o tempo todo. No entanto, após ajudar alguém, por exemplo, essa sensação de se sentir bem deverá continuar por um tempo muito maior, ou seja, engajamento e propósito, isso é o que faz diferença, afirma o psicólogo.

Em sua cartilha, denominada PERMA+, Martin define os passos, onde as letras significam P: Positive Emotions (emoções positivas), E: Engagement (engajamento), R: Relationships (relacionamentos), M: Meaning (significado) e A: Accomplishment (realizações), acompanhadas do +, que significa que também precisamos de alimentação adequada, sono, atividade física e otimismo. 

Para quem achou demais, é possível antes superar outro ensinamento de Martin, os três P’s: Permanência – que seria a crença de que tudo ficará como está, mesmo que tudo indique o contrário; Prevalência (ou contaminação) que é o ato de generalizar tudo e deixar que os fatores negativos contaminem todo o resto em volta, e Personalização, que é acreditar que tudo é nossa culpa.

Não existe um manual para a felicidade e ninguém é feliz o tempo todo. O que precisamos, afirma a psicóloga Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, também referência nesse assunto, é atenuar os efeitos das adversidades da vida e entender que elas acontecem e não devem ser priorizadas, já que nossa tendência é apenas focar nos momentos ruins, fazendo com que os bons sejam menosprezados, parecendo menos dignos.

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